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Consórcio de prefeituras do Alto Sertão cobra plano emergencial contra estiagem

Sete municípios relatam colapso no abastecimento rural e pedem carros-pipa, perfuração de poços e antecipação do Garantia-Safra.

Por João Pedro Almeida

2 min de leitura

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Solo seco e rachado em área rural do sertão
Açudes do Alto Sertão operam com menos de 30% da capacidade após oito meses de chuvas irregulares (Foto: Agência PoderSE)

O consórcio que reúne sete prefeituras do Alto Sertão sergipano entregou nesta sexta-feira (26) ao governo do estado um pedido formal de plano emergencial contra os efeitos da estiagem. Segundo o documento, os açudes da região operam com menos de 30% da capacidade e ao menos 12 mil famílias da zona rural enfrentam racionamento severo.

As prefeituras pedem a ampliação imediata da frota de carros-pipa — hoje são 34 veículos para toda a região, número que o consórcio considera “insuficiente até para o cenário otimista” —, a perfuração de 60 poços artesianos e a antecipação do pagamento do Garantia-Safra aos agricultores que perderam a produção.

O presidente do consórcio, prefeito de Porto da Folha, afirmou que a região vive “a pior seca em nove anos” e criticou a demora na resposta estadual: o primeiro ofício, segundo ele, foi protocolado em abril e respondido apenas com a promessa de estudo técnico.

A Secretaria de Estado da Agricultura reconheceu a gravidade do quadro e informou que um pacote de ações será anunciado até 10 de julho, incluindo a contratação emergencial de 20 carros-pipa e convênio com a companhia de saneamento para perfuração de poços. Sobre o Garantia-Safra, o estado diz depender de liberação federal.

Na ALESE, deputados da região articulam a criação de uma frente parlamentar da convivência com o semiárido. A bancada quer garantir, no orçamento de 2027, dotação específica para infraestrutura hídrica — tema que promete disputar espaço com as promessas de campanha nos palanques do sertão.

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