Sergipe registra maior geração de empregos formais para um semestre desde 2014
Estado abriu 14,8 mil vagas com carteira assinada no primeiro semestre, puxadas por construção civil e energia; Aracaju concentra 40% do saldo.
Por Tiago Menezes
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Sergipe fechou o primeiro semestre de 2026 com saldo de 14,8 mil empregos formais, o melhor resultado para o período desde 2014, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30). O número representa a diferença entre 78,3 mil admissões e 63,5 mil desligamentos registrados de janeiro a junho.
A construção civil liderou a criação de vagas, com 4,9 mil postos — reflexo das obras públicas em andamento e do aquecimento do mercado imobiliário na Grande Aracaju. Em seguida aparecem o setor de serviços (4,1 mil) e a indústria de energia (2,3 mil), impulsionada pelos investimentos na cadeia do gás natural.
Aracaju concentrou 40% do saldo estadual, mas o dado que mais chamou atenção dos analistas foi o desempenho do interior: Itabaiana, Lagarto e Estância, juntas, criaram 3,2 mil vagas, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
O governo estadual atribuiu o resultado aos programas de qualificação profissional e à atração de investimentos privados. Economistas ouvidos pelo PoderSE ponderam que o ciclo é favorecido também pelo calendário: obras públicas tendem a acelerar em anos eleitorais, o que pode inflar temporariamente o setor da construção.
Para o segundo semestre, a projeção do mercado é de desaceleração moderada, com saldo anual estimado entre 20 mil e 23 mil vagas. Se confirmado, será o terceiro ano consecutivo de crescimento do emprego formal no estado.